História, Feminismo, TWAIL — e o workflow que liberta a pesquisadora
A alegoria feminina da Justiça projeta neutralidade, racionalidade, universalidade. Mas quem a produziu — e para representar quem?
Westfália, 1648: Os sujeitos soberanos são Estados europeus. Masculinos. Colonizadores. A origem da disciplina é constitutivamente excludente.
Análise crítica de fontes, tratados e arqueologia jurídica — rastreando o que foi excluído da narrativa dominante.
Abordagens feministas e Terceiras Abordagens do DI — reinterpretando soberania, sujeito e legitimidade.
VPN, Elicit e Zotero como instrumentos epistemológicos — não apenas operacionais.
Objetivo da aula: aprender teoria crítica através do manuseio prático das ferramentas, construindo um workflow profissional de pesquisa.
"Sem método digital, vocês ficam presas ao que aparece primeiro — e o que aparece primeiro geralmente é o mais dominante."
IAs generativas fabricam referências. O Elicit cita papers que existem, com DOI verificável. Para pesquisa acadêmica séria, isso é a diferença entre rigor e fraude involuntária.
💡 Dica: Use o DOI encontrado no Elicit para busca direta na base — mais rápido que buscar por título.
Zotero = soberania sobre sua base de conhecimento. Organização não é estética — é método. Suas referências são seus dados.
O Semantic Scholar indexa predominantemente literatura em inglês e publicações de universidades do Norte Global. Artigos em português, espanhol e francês ficam sistematicamente sub-representados.
Feminismos decoloniais latino-americanos, produção africana e asiática em DI — e até TWAIL — podem não aparecer ou aparecer de forma distorcida dependendo da indexação.
"Se o algoritmo decide o que aparece, quem desaparece?"
Ferramentas ampliam alcance, mas não substituem curadoria crítica. A pesquisadora continua sendo responsável pelo enquadramento epistemológico. Tecnologia sem crítica reproduz hegemonia.
Começa na forma como você constrói sua base de conhecimento. Dominar a infraestrutura digital é um ato de autonomia intelectual — e de resistência epistemológica.