Iconocracia
Vídeo
Um ensaio visual de cerca de três minutos: o poder precisa de um rosto — e, na história da cultura jurídica, esse rosto foi quase sempre o de uma mulher. Da alegoria da República à “irmã tropical”, o paradoxo de reinar como símbolo e desaparecer como sujeito.
Roteiro
- O poder precisa de um rosto.
- Na imagem, ela reina.
- A mulher casada perdia a própria nacionalidade.
- As imagens não ilustram o poder.
- O corpo vivo torna-se emblema.
- Quanto mais símbolo — menos sujeito.
- A alegoria ganha um rosto — sempre o de uma beldade.
- A irmã tropical — circula nas mãos de todos.
- Talvez a República nunca tenha sido esculpida em mármore.
- Talvez sempre tenha sido escrita na pele.
- Mas toda imagem pode ser virada do avesso.
- Nomear é começar a recusar.
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